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Ibovespa (IBOV) derrete 2% em meio a aversão a risco global

O Ibovespa (IBOV) iniciou a semana em forte queda, seguindo o mau humor do exterior, com China, recuo dos preços das commodities e inflação dos Estados Unidos no radar.

O principal índice da B3 (B3SA3) caiu 2,07% nesta segunda-feira (11), a 98.212,46 pontos.

De acordo com Idean Alves, sócio e chefe da mesa de operações de renda variável da Ação Brasil, o patamar atual do Ibovespa mostra uma aceleração do cenário de deterioração econômica e pode ser visto como uma “prévia da crise que se avizinha”.

O desempenho negativo da sessão refletiu a desvalorização de ações com grande peso no Ibovespa, como Vale (VALE3), que registrou perdas de 3,41%, e Petrobras (PETR4), que recuou 0,49%.

Os bancos tradicionais brasileiros também tiveram um dia de queda, caindo entre 1-2%.

Para adicionar mais volatilidade às negociações aqui no Brasil, investidores aguardam a votação da PEC dos Auxílios na

Câmara dos Deputados, adiada na semana passada para esta terça (12).

 

Notícias que movimentaram o Ibovespa hoje

 

China multa empresas de tecnologia

O órgão regulador de mercados da China multou no fim de semana algumas das maiores empresas de tecnologia do país, como Alibaba e Tencent, por não cumprirem regras de declaração antimonopólio em acordo antigos.

Algumas multas impostas pela Administração Estatal para Regulação de Mercado (SAMR, pela sigla em inglês) foram de 500 mil yuans, equivalente a US$ 74.680.

No sábado, saíram os dados do índice de preços ao produtor (PPI) do país asiático. O indicador subiu 6,1% em junho em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com o Departamento Nacional de Estatísticas (NBS), após uma expansão de 6,4% em maio.

O movimento de desaceleração contraria a tendência mundial de aceleração de preços.

Com o último resultado, a inflação ao produtor chinês caiu para o menor nível em 15 meses.

 

Queda das commodities

Os preços do minério de ferro caíram nesta segunda, com os mercados cada vez mais temorosos quanto a um enfraquecimento da demanda por matérias-primas na China devido às restrições contra a Covid-19.

O contrato de minério de ferro mais negociado na Bolsa de Dalian, para entrega em setembro, recuou 3,3%, a 741 Yuanes (US$ 110,37) a tonelada, depois de atingir mais cedo 722 yuanes, seu menor nível desde 6 de julho.

Na Bolsa de Cingapura, o contrato para o próximo mês do ingrediente siderúrgico registrou queda de 4,8%, para US$ 107,45 a tonelada.

O petróleo também recuou nas negociações do dia, com o Brent chegando a cair 3%.

 

CPI e resultados nos EUA

Investidores estão no aguardo pela divulgação dos dados de junho do Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA.

Especialistas do mercado projetam uma aceleração no indicador, que avançou 1% em maio comparado com abril.

Alves, da Ação Brasil, afirma que o payroll divulgado na semana passada sinalizou que o Federal Reserve (Fed) precisará elevar e manter os juros altos por mais tempo.

A inflação norte-americana acumula uma alta de 8,6% nos últimos 12 meses, maior nível registrado desde dezembro de 1981.

Além da inflação, os mercados esperam o início da temporada de resultados corporativos nos EUA. Os grandes bancos, como JPMorgan, Morgan Stanley e Citigroup, divulgam os números referentes ao segundo trimestre do ano nesta semana.

 

PEC dos Auxílios

A votação na Câmara da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que amplia em R$ 200 o Auxílio Brasil e o vale-gás e cria um auxílio de R$ 1 mil para caminhoneiros autônomos está marcada para esta terça.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), adiou a votação na última semana, por risco de rejeição por falta de quórum em sessão.

A medida precisa obter, no mínimo, 308 votos nos dois turnos de votação na Câmara. Ontem, o painel marcava a presença de 427 deputados na Casa.

Com impacto estimado de R$ 41,25 bilhões aos cofres públicos, a PEC dos Auxílios, ou PEC “Kamikaze”, também contempla um benefício a taxistas e um aumento de R$ 500 milhões na verba do programa Alimenta Brasil, de compra de alimentos de pequenos produtores e povos indígenas pelos órgãos públicos.

A proposta prevê ainda uma ajuda de custeio para o transporte coletivo urbano, com aportes previstos de até R$ 2,5 bilhões, e auxílio a estados e municípios que outorgarem créditos tributários do ICMS a produtores ou distribuidores de etanol hidratado em seu território.

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